Metamorfoses Históricas: História, livros, músicas, cinema e motos!

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quarta-feira, 27 de maio de 2015

O século foi marcado por inúmero conflitos que envolveram os países europeus, principalmente, e EUA em intervenções diretas ou indiretas nos continentes africano e asiático. Pós Segunda Guerra Mundial, o processo de independência e descolonização desses territórios foi ocorrendo aos poucos, mas as mazelas deixadas por séculos de ocupação, exploração, preconceitos e racismo se manteve. 

Um exemplo, de tantos possíveis, das consequências históricas desse processo é a questão dos refugiados e de como a mídia internacional não retrata como os países europeus são responsáveis diretos por essa situação, retratando as "buscas" e "salvamentos" como atos heroicos. Não se desmerece nem minimiza-se a importância humanitária dessas ações, mas sim se questiona e coloca em discussão as formas como a história é cada dia mais rapidamente esquecida, quando é conveniente. 

Mediterrâneo, um mar de hipocrisia

por Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais — publicado 21/05/2015 02h47


Países ocidentais patrocinam guerras e intervenções, mas são apresentados como heróis na tragédia da imigração

Por Rossana Reis e Deisy Ventura
Nas últimas semanas, as notícias sobre a morte de milhares de seres humanos no Mar Mediterrâneo acabaram por revelar uma faceta muito desagradável de nós mesmos: a nossa infinita capacidade de eludir os fatos e tragar narrativas falsas, simplistas e unilaterais. A despeito dos acontecimentos, acalentamos nossa imaginação geopolítica na qual o papel dos heróis é invariavelmente representado pelos países ocidentais.
“Tráfico de pessoas” – grita a chamada de programas de televisão, enquanto mostramnegros sendo resgatados de navios indo a pique. Enquanto os náufragos recebem coletes alaranjados, o locutor descreve aajuda humanitária da Europa, passando a seguir à imagem do elegante primeiro-ministro italiano a anunciar o seu plano para lidar com a crise: “afundar os barcos” por meio dos quais os candidatos a refúgio tentam chegar a Europa.
Eventualmente, algum dos passageiros é entrevistado para ilustrar as condições deploráveis nas quais se faz a travessia, mas os milhares de africanos mortos não merecem, por exemplo, o tratamento pessoal dado às vítimas do acidente que vitimou 150 pessoas com a queda do Airbus A320 da Germanwings na França. É raro encontrar alguma reportagem em que a “voz autorizada a explicar” as repetidas tragédias não seja europeia.
Resgate de imigrantes no Mediterrâneo
Soa como desfaçatez, porém, falar sobre os resgates ou os naufrágios no Mediterrâneo sem mencionar os milhões de pessoas atingidas por conflitos armados, notadamente as guerras na Síria e na Líbia, e sem registrar, sobretudo, o papel ativo, se não o protagonismo, dos países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, no desenvolvimento desses conflitos – seja por razões geopolíticas ou econômicas.
Somente na Síria, desde 2011, já se contam 130 mil mortos; mais de 2 milhões de pessoas foram buscar abrigo em países vizinhos e acabaram em campos de refugiados; mais de 4 milhões de pessoas tiveram que abandonar suas casas. Na Líbia, onde em 2011 o ditador Muamar Kadafi foi assassinado em frente às câmaras de TV após uma intervenção da OTAN, autorizada pela ONU, a continuidade dos conflitos ajuda a produzir mortos aos milhares e refugiados aos milhões.
Se pudesse, você não tentaria fugir de situação semelhante? Mas são poucas as pessoas que sobrevivem a esta dura realidade e conseguem dinheiro suficiente para tentar escapar pelas rotas do Mar Mediterrâneo que levam à Europa. Entre aqueles que chegam, um número ainda mais reduzido consegue ter reconhecida a sua situação como refugiado – o que torna possível pensar em reconstruir a vida, pelo menos enquanto a situação em seus países de origem não se estabiliza.
A maior parte das pessoas aguarda “num centro de detenção para imigrantes” ou é mandada de volta ao lugar de origem, em um processo cujas garantias jurídicas oferecidas são mínimas. Os que conseguem permanecer na Europa, em geral, servem como bodes expiatórios de um mal-estar cultural profundo, de uma crise de representação política sem precedentes e da crise econômica. Já o quinhão de responsabilidade da Europa nos desastres humanitários que os empurram de suas terras ainda está longe de ser plenamente apurada.
Isso ocorre porque, ao mesmo tempo em que patrocinam guerras em outros continentes, os países europeus tornam mais restritivas suas regras para concessão de refúgio. Como cortina de fumaça, os líderes do Velho Continente promovem operações humanitárias para resgatar os possíveis imigrantes das mãos dos “verdadeiros culpados pela crise”, os traficantes de pessoas que são majoritariamente africanos, além de tomar as devidas providências para que a travessia não seja feita, em nenhuma circunstância. Vale a pena lembrar que, antes da eclosão da mais recente crise, esta já era uma rota bastante utilizada, e igualmente perigosa. Ainda assim, o governo italiano proibiu os barcos de pescadores da Sicília de prestar ajuda a qualquer tipo de embarcação em situação de risco, sob risco de serem acusados de “cumplicidade com a imigração ilegal”.
Ao longo dos anos, a combinação de “intervenções humanitárias” mal pensadas e mal conduzidas com políticas restritivas e discriminatórias de gestão de fluxos migratórios e de refugiados pela União Europeia vem provocando a morte de milhares de seres humanos no Mediterrâneo, e também vem afogando a todos nós num mar de hipocrisia. Nesta triste fábula da política contemporânea, os únicos heróis são aqueles que conseguem sobreviver às guerras, à intolerância, à política europeia, às ondas e à nossa apatia.  
*Rossana Reis e Deisy Ventura são professoras da Universidade de São Paulo e integrantes do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais/GR-RI.
Fonte: <http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-grri/mediterraneo-um-mar-de-hipocrisia-2718.html> Acesso em 27 mai. 2015.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Charges dos últimos dias: o que foi notícia retratada de forma bem humorada, mas sem perder a crítica (11 de fevereiro a 27 de janeiro de 2015).


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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Há 70 anos atrás....

A libertação de Auschwitz-Birkenau (27 de janeiro de 1945)


Em 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior campo de extermínio dos nazistas onde foram mortas pelo menos um milhão de pessoas


por Deutsche Welle — publicado 27/01/2015 11:57, última modificação 28/01/2015 05:49

Auschwitz-Birkenau
O sobrevivente de Auschwitz, Miroslaw Celka, caminha pelo portão do antigo campo de concentração que tem os dizeres "o trabalho liberta"

Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio de judeus, sintos e roma e tantos outros grupos perseguidos pelos nazistas.
As tropas soviéticas chegaram a Auschwitz, hoje Polônia, na tarde de 27 de janeiro de 1945, um sábado. A forte resistência dos soldados alemães causou um saldo de 231 mortos entre os soviéticos. Oito mil prisioneiros foram libertados, a maioria em situação deplorável devido ao martírio que enfrentaram.
"Na chegada ao campo de concentração, um médico e um comandante questionavam a idade e o estado de saúde dos prisioneiros que chegavam", contou Anita Lasker, uma das sobreviventes. Depois disso, as pessoas eram encaminhadas para a esquerda ou para a direita, ou seja, para os aposentos ou direto para o crematório. Quem alegasse qualquer problema estava, na realidade, assinando sua sentença de morte.
Auschwitz-Birkenau foi criado em 1940, a cerca de 60 quilômetros da cidade polonesa de Cracóvia. Concebido inicialmente como centro para prisioneiros políticos, o complexo foi ampliado em 1941. Um ano mais tarde, a SS (Schutzstaffel) instituiu as câmaras de gás com o altamente tóxico Zyklon B. Usada em princípio para combater ratos e desinfetar navios, quando em contato com o ar a substância desenvolve gases que matam em questão de minutos. Os corpos eram incinerados em enormes crematórios.
Um dos médicos que decidiam quem iria para a câmara de gás era Josef Mengele. Segundo Lasker, ele se ocupava com pesquisas: "Levavam mulheres para o Bloco 10 em Auschwitz. Lá, elas eram esterilizadas, isto é, se faziam com elas experiências como se costuma fazer com porquinhos da Índia. Além disso, faziam experiências com gêmeos: quase lhes arrancavam a língua, abriam o nariz, coisas deste tipo..."
Trabalhar até cair
Os que sobrevivessem eram obrigados a trabalhos forçados. O conglomerado IG Farben, por exemplo, abriu um centro de produção em Auschwitz-Monowitz. Em sua volta, instalaram-se outras firmas, como a Krupp. Ali, expectativa de vida dos trabalhadores era de três meses, explica a sobrevivente.
"A cada semana era feita uma triagem", relata a sobrevivente Charlotte Grunow. "As pessoas tinham de ficar paradas durante várias horas diante de seus blocos. Aí chegava Mengele, o médico da SS. Com um simples gesto, ele determinava o fim de uma vida com que não simpatizasse."
Para apagar os vestígios do Holocausto antes da chegada do Exército Vermelho, a SS implodiu as câmaras de gás em 1944 e evacuou a maioria dos prisioneiros. Charlotte Grunow e Anita Lasker foram levadas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde os britânicos as libertaram em abril de 1945. Outros 65 mil que haviam ficado em Auschwitz já podiam ouvir os tiros dos soldados soviéticos quando, a 18 de janeiro, receberam da SS a ordem para a retirada.
"Fomos literalmente escorraçados", lembra Pavel Kohn, de Praga. "Sob os olhos da SS e dos soldados alemães, tivemos de deixar o campo de concentração para marchar dia e noite numa direção desconhecida. Quem não estivesse em condições de continuar caminhando, era executado a tiros", conta. Milhares de corpos ficaram ao longo da rota da morte. Para eles, a libertação chegou muito tarde.
  • Autoria Birgit Görtz (rw)

Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/internacional/ha-70-anos-a-libertacao-de-auschwitz-birkenau-5754.html

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Retomando o blog neste ano de 2015!!! 

Charges dos últimos dias: o que foi notícia retratada de forma bem humorada, mas sem perder a crítica (26 de janeiro a 15 de janeiro de 2015).


Calor

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Tisteza profunda por la muerte de cuatro colegas caricaturistas.

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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Charges dos últimos dias: o que foi notícia retratada de forma bem humorada, mas sem perder a crítica (03 de setembro a 25 de setembro de 2014).

Brasil acima do peso Brasil obeso

genildo14 Produtores

Auxilio Moradia Auxílio Moradia a Juízes Federais...

seca Desafio do Brasil

MANDATO2 572x420 E assim vai
charge Guerra é guerra!

Melhor proposta Melhor proposta

genildo6 Superior

Institutos de Pesquisa 580x393 Pois é...

sust 570x420 A LUTA CONTINUA
genildo2 308x420 Atenção

Inflacao Carne Preço da Carne sobe 10%

Corruptos Eleitor Cúmplice


recessao pib Economia recua 0,6% e Brasil entra em recessão técnica



terça-feira, 2 de setembro de 2014

Charges dos últimos dias: o que foi notícia retratada de forma bem humorada, mas sem perder a crítica (02 de setembro a 22 de agosto de 2014).

recessao pib Economia recua 0,6% e Brasil entra em recessão técnica

caro eleitor2 572x420 Horário eleitoral
CHUVA 560x420 Chuva de promessas

moderadoOM Obama disse que quer ajudar os terrorist... ops! ...a oposição moderada na Síria

Balde de gelo Desafio do Balde em São Paulo

Renovar 2 580x420 Os mesmos
Retirantes3 Retirantes de Sampa...

newtonsilva2 SUAVES PRESTAÇÕES

charge emtempo7 580x290 O MALUCO QUE FAZ FALTA

charge PROMETeus ORIGINAL 580x334 Eleições