Metamorfoses Históricas: História, livros, músicas, cinema e motos!

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Aborto: um tema em destaque em breve!

Em breve teremos novamente nos meios de comunicação a discussão referente ao aborto no Brasil, sendo um tema que nas últimas eleições presidenciais apareceu, mas  como arma política e não efetivamente um diálogo coerente e fundamentado. Os prós e contras são inúmeros, bem como os defensores e os que atacam tal possibilidade. E você, tem argumentos para ter uma posição consciente e coerente sobre o tema?

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Feministas apoiam nova ministra e aguardam debate sobre aborto

Para representantes de entidades ligadas às causas feministas, escolha de Eleonora Menicucci de Oliveira para Secretaria de Políticas para as Mulheres foi bola dentro da Dilma Rousseff. Apesar de a presidenta ter ficado na defensiva sobre aborto durante eleição de 2010, militantes ainda têm esperança de que debate será aberto no país.

Brasília - O movimento feminista comemorou a escolha da militante Eleonora Menicucci de Oliveira para comandar a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Mesmo cientes das limitações próprias de quem é governo, militantes da causa acreditam que a nova ministra, que assumirá sexta-feira (10), conseguirá fazer avançar a polêmica discussão sobre a legalização do aborto no Brasil. E apontam outros muitos desafios que Eleonora enfrentará à frente da pasta.
“Sabendo da trajetória e das posições políticas dela, o governo Dilma não iria convidá-la para, depois, cercear sua atuação. Sua indicação é uma sinalização positiva de qual política o governo espera ver executada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres”, afirma a coordenadora da organização não governamental Católicas pelo Direito de Decidir, Maria José Rosado.

Apesar de a presidenta Dilma Rousseff ter se colocado na defensiva no tema do aborto durante a eleição de 2010, Maria José acha que, o governo estaria dando sinais de que deseja no mínimo aceitar debater agora. Além da nomeação de Eleonora, ela aponta o à reforma do Código Penal, de 1940 e o recuo na MP dos nascituros. 

“Não é possível que se mantenha uma legislação tão ultrapassada em relação ao aborto. O México e a Colômbia já avançaram neste sentido. Uruguai e Argentina estão fazendo o mesmo. E o Brasil está ficando para traz na América Latina”, compara.

Secretaria-geral da Articulação de Mulheres Brasileiras, Milde de Souza também aprovou a indicação de Eleonora, vista como uma "companheira". Preocupada com os limites impostos a um governo - qualquer um - possam impor à futura ministra, Milde garante que os movimentos estarão a postos para apoiá-las em suas batalhas históricas. “A pressão da Igreja e dos setores mais reacionários e fundamentalistas da sociedade tem influenciado muito este governo”, justifica.

Mesmo assim, ela acredita que, com a nova ministra, o Brasil avança em relação ao aborto. “A posição da Eleonora é muito clara de que esta é uma questão de saúde pública e que a mulher não pode ser criminalizada. Ela também é uma defensora histórica de que o país é um estado laico e, por isso, não pode ficar refém de visões religiosas”, diz.

Integrante da coordenação executiva no Brasil da Marcha Mundial das Mulheres e coordenadora da Sempreviva Organização Feminista (SOF), Nalu Faria compartilha do otimismo gerado com a indicação de Eleonora. “Temos uma boa expectativa. É importante que a SPM continue nas mãos de uma militante, que conhece a agenda feminista e, em especial, a de saúde pública da mulher. A indicação é importante não só pela sua simbologia, mas pela força que ela apresenta”, afirma. 

A militante, porém, acredita que a discriminalização do aborto depende muito mais da capacidade de mobilização dos movimentos feministas e da articulação do conjunto do governo Dilma. “Além da pressão dos movimentos, precisamos de um compromisso mais global do governo. Não podemos colocar essa questão tão polêmica nas costas de uma única ministra”, afirma.



A militante lembra que a agenda da SPM, construída na 3ª Conferencia Nacional de Mulheres, realizada em 2011, é bastante ampla. Mas acredita que a futura ministra saberá priorizar temas urgentes para imprimir sua marca à gestão, que deverá conciliar continuidade e avanço. “Creio que a questão da saúde da mulher será priorizada. E também a defesa da agenda feminista no combate à crise do atual modelo de desenvolvimento, suscitada em função da proximidade da Conferência Rio + 20”, afirma.

Para Maria José, os grandes desafios da nova ministra serão reduzir a mortalidade infantil e aumentar o poder político das mulheres. Para ela, os resultados brasileiros no combate à mortalidade são ínfimos e o país tem sido cobrado internacionalmente por isso. Em relação ao empoderamento , ela acredita que o governo Dilma foi muito feliz em aumentar o número de mulheres em cargos de comando. “Mas o Brasil ainda está atrás de muitos países”, observa. 

A reafirmação do caráter laico do Estado, embora não seja agenda apenas do movimento feminista, é outra bandeira que ela acredita que Eleonora terá que enfrentar. “O governo Lula costurou um acordo com o Vaticano, sem nenhuma discussão com a sociedade, que prevê a presença católica no ensino religioso das escolas, o que limita a capacidade dos cidadãos de se guiar por sua própria consciência. Isso precisa ser revisto”, afirma Maria José.

Milde de Souza acrescenta que a nova ministra precisará exercitar muito bem sua capacidade de articulação para garantir mais recursos para a pasta e convencer os outros ministérios a desenvolverem um olhar feminista sobre as políticas públicas. “A garantia de creches para as mulheres trabalhadoras, por exemplo, avançou muito pouco no primeiro ano de mandato da presidenta Dilma”. 

Para a militante, se a presidenta decidiu abraçar o combate á pobreza como prioridade de governo, terá que atacar as condições de desigualdade em que persistem vivendo as mulheres brasileiras. “Há necessidade também de outras ações na área de educação, saúde, trabalho e agricultura, entre outras”.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ponte Hercílio Luz: até quando?


Quem já foi para Florianópolis com certeza observou a famosa e cartão postal Ponte Hercílio Luz. Construída em um período no qual as estruturas metálicas eram símbolo do progresso, desde 1926 a Ponte vem suportando o impacto da salinidade em sua estrutura e a falta de conservação vem gerando um processo de corrosão que pode levar a queda da mesma. Infelizmente temos este problema em Santa Catarina e no Brasil como um todo, com a preservação do patrimônio histórico. Esperamos que diferente de outros monumentos, não tenhamos que lembrar desta Ponte somente através de fotos!
Sobre os pilares do descaso

Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Ponte Hercílio Luz, símbolo de Florianópolis, pode desabar a qualquer momento, enquanto o poder público tenta – há 30 anos! – salvá-la



Se o pior acontecer, não terá sido por falta de aviso ou de tempo – afinal, 30 anos são, sem dúvida, mais do que suficientes para qualquer providência. Mas a Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, Santa Catarina, parece mesmo fadada a simbolizar o marasmo e o descaso do poder público diante de seu patrimônio, tombado pelos poderes municipal, estadual e federal. Há exatas três décadas, a ponte foi fechada para o tráfego – e, desde então, foi aberto o caminho de negociações sem fim. Enquanto isso, três dos quatro pilares estão a ponto de virem abaixo – e, segundo o próprio governo do estado, um vento de mais de 100 quilômetros por hora será suficiente para dar um (triste) fim à história.
Em novembro, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina organizou uma audiência pública com autoridades catarinenses e engenheiros de diversas partes do mundo. Um dos maiores especialistas em estruturas de pontes suspensas no mundo, o engenheiro americano Khaled Mahmoud, da Bridge Technology Consulting, alertou que a estrutura pode cair a qualquer momento. A situação se complica ainda mais por conta do cronograma da obra: a estrutura que poderá sustentar a ponte, evitando uma nova tragédia, só ficará pronta em meados do ano que vem. E o que é pior: próximo à cabeceira da ponte estão instaladas casas da indústria pesqueira, sem contar barcos e lanchas que circulam pela região.
Info: Deinfra
Info: Deinfra


Nova estrutura já desabou
Inaugurada em 1926, a ponte funcionou perfeitamente até 1982, quando foi fechada pela primeira vez por medidas de segurança. Seis anos depois, foi liberada para motos e bicicletas, mas voltou totalmente interditada em 1991. Em 2005, o governo do Estado retomou os trabalhos para uma nova recuperação, com previsão de conclusão para este ano. Foram gastos R$ 21 milhões na reforma dos anéis de sustentação e no acesso
Ponte sendo construída. Foto: Deinfra
Ponte sendo construída. Foto: Deinfra
ao vão central, até notarem que o buraco era mais embaixo: os pilares estavam prestes a ruir.

O atual projeto começou a ser concebido em 2008 e foi orçado em R$ 170 milhões: uma ponte paralela será erguida sob a atual, a fim de sustenta-la e permitir a reforma das estruturas abaladas. O governo tenta, via Lei Rouannet, conseguir pelo menos R$ 70 milhões, enquanto o estado entra com o restante. Até agora já foram gastos R$ 35 milhões, até que no último dia 11 de janeiro houve um novo revés: um dos novos pilares, que acabara de ser colocada, desabou no fundo do mar. Ninguém sabe ainda como a estrutura, que pesa 100 toneladas, será resgatada. Até agora, já foram colocados 10 pilares, faltando apenas quatro para a base de sustentação da reforma.

O presidente do Departamento de Infraestrutura de Transportes de Santa Catarina (Deinfra), Paulo Meller, garante que a obra continua e os novos pilares voltarão a ser colocados já na próxima semana. Mas também ressaltou que, de fato, um vento forte é capaz de derrubar a histórica ponte. A base capaz de segurar o monumento está prevista para ficar pronta apenas em meados do ano que vem. Já a reforma completa, só em 2014. Segundo Meller, o maior problema será a reforma dos rótulos, que deveriam acompanhar o balanço da ponte, mas estão fixos devido às corrosões.

“A reforma não parou. Na semana que vem vamos recomeçar a colocar os pilares de sustentação. Mas, de fato, a ponte corre o risco de cair, justamente por que os rótulos não balançam. O maior risco é termo uma ventania de 120, 130 quilômetros por hora”, conta Meller.

Em 2004, por exemplo, o furacão Catarina devastou a região. E seguia em direção à ponte, mas os ventos viraram a favor da história.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina

Infelizmente ainda existem tais situações pelo mundo. Infelizmente as mulheres ainda são vitimas do machismo em quase todos os lugares do planeta. Violência física, psicológica, moral, salarial.... Precisamos sempre lembrar e relembrar estas questões para avançarmos nas relações entre homens e mulheres e que as violências não sejam mais parte do cotidiano ou vistas como naturais. Isso não ocorre em rincões isolados do planeta, mas também nas formas que nos relacionamos no dia-a-dia!



A cada quatro minutos uma menina sofre mutilação genital, diz ONG


A maior parte é praticada quando as meninas têm entre quatro e 12 anos

06/02/2012 - 15h13 | Marina Terra | Redação

Para marcar o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, a Anistia Internacional lançou um dado assustador: a cada quatro minutos, uma menina tem o clitóris e, em alguns casos, os lábios vaginais, retirados como parte de ritual religioso ou pressão social. De acordo com a ONG, a mutilação ainda acontece em 28 países.
A Anistia Internacional calcula que 135 milhões de mulheres foram mutiladas até hoje e a cifra aumenta em dois milhões a cada ano, conforme seus informes. A OMS (Organização Mundial de Saúde), por sua vez, fala em três milhões de mutilações anuais.
A mutilação genital feminina compreende todas as intervenções que envolvam a remoção parcial ou total dos órgãos genitais femininos externos ou que provoquem sequelas nos órgãos genitais femininos, por motivos não relacionados com a saúde, segundo a AI.
Wikicommons
No mapa as regiões em vermelho e marrom, respectivamente, são as que possuem maior incidência de mutilação genital feminina

"Vários estudos destacam o risco de complicações psicológicas a longo prazo, incluindo depressão, estresse pós-traumático, desordens mentais e ansiedade semelhantes aos sofridos pelas as meninas que foram abusadas sexualmente", afirmou à Agência Efe a médica Elise Johansen, do departamento de Saúde Reprodutiva da OMS.

A médica acrescentou que inclusive as meninas que nunca tiveram uma destas complicações sofreram com dor e com uma violência que obriga a ficarem quietas durante o procedimento da amputação, o que representa um trauma.

"Mas sobretudo, elas estarão privadas por toda a vida do órgão mais sensível do corpo, o clitóris", disse Johansen.

Tipos de mutilação

Segundo a OMS, a forma mais comum deste tipo de mutilação é a cisão do clitóris e dos lábios menores (em 80% dos casos), enquanto a mais severa (15%) é a infibulação, que consiste na extirpação do clitóris, dos lábios menores e parte dos maiores, seguida do fechamento vaginal mediante sutura.

Num longo prazo, a mutilação pode dar origem a infertilidade, infecções crônicas, relações sexuais dolorosas, complicações durante a gravidez e o parto, tanto para as mulheres quanto para os recém-nascidos. "Foi comprovado que a mutilação genital aumenta a prevalência de determinados problemas sexuais, incluindo a dor, diminuição do desejo e diminuição do prazer", disse a médica.


Johansen explicou que, segundo estudos não publicados, 21% das mulheres que padeceram dos tipos 1 e 2 da mutilação genital -- que consistem na retirada do clitóris e dos lábios, mas não da sutura da vagina -- têm hemorragias depois do parto, e pelo menos 15% delas têm que ser internadas em hospitais.

"Além disso, se houve uma mutilação genital, o risco de que a criança nasça com problemas ou morra aumenta consideravelmente. A estimativa é de que entre 1 e 2 crianças em cada 100 morram porque sua mãe foi mutilada na infância".

Idade

De acordo com Johansen, a maior parte destas mutilações é praticada quando as meninas têm entre quatro e 12 anos de idade. "Em alguns países, fazem mais cedo para que as meninas não se lembrem da dor, mas outros países fazem mais tarde porque consideram que as meninas estão mais maduras para assumir a dor", disse.

"Os que operam tarde também fazem como parte de um ritual no qual a dor é parte do objetivo para preparar as meninas para o resto de suas vidas e inscrever em sua memória corporal os riscos e os perigos associados à sexualidade, e portanto esperam que resistam melhor as tentações sexuais", acrescentou.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ditadura militar: uma história ainda esquecida... no Brasil!

Uma parte da História do Brasil contemporâneo é ainda desconhecida de grande parte da população: a ditadura militar entre 1964 e 1985. Desconhecimento este causado tanto pela ausência de uma discussão e estudo mais aprofundado no ensino fundamental e médio ( e no ensino superior!) e também pela "lei do silêncio" ao se tratar deste tema na esfera política e humanitária aqui no Brasil. A Lei da Anistia de 1979 é ainda usada como argumento como forma de não se voltar a este passado recente e rever os crimes cometidos, tanto pelos militares como pelos civis e militares que se opuseram ao regime  imposto. 
Mas em outros países da América Latina que passaram por este processo ditatorial militar a realidade é bem diferente, com a Justiça atuando firmemente na apuração dos fatos, como no caso relatado abaixo, acerca da Argentina. 
Para esclarecimento, já que esta questão é citada no texto, tivemos uma aliança político-militar entre as várias ditaduras militares da América do Sul — Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai — criada com o objetivo de coordenar a repressão a opositores dessas ditaduras e eliminar seus líderes. Esta aliança foi chamada de Operação Condo, sendo montada no início dos anos 1970 e durando até a onda de redemocratização, na década seguinte (1980). Estima-se que a Operação resultou em mais de 400 mil torturados e 100 mil assassinatos. A jurisdição da Operação se estendia, portanto, a todos os países envolvidos, sendo que a ausência de procedimentos burocrático-formais facilitava as trocas de informações e de prisioneiros (eventualmente dados como “desaparecidos”) de diferentes nacionalidades. Aos acusados e perseguidos pelos agentes, eram negados todos os direitos humanos e políticos. Podiam facilmente ser levados de um território a outro sob a acusação de terrorismo.
A ideia de combater o inimigo interno (leia-se os que seguiam ou militavam em grupos denominados de esquerda)  estava no auge neste período da Guerra Fria, sendo desenvolvida principalmente na Escola das Américas, nos EUA, e foi disseminada pelas Escolas Nacionais de Guerra nos países envolvidos. É comprovado o apoio dos EUA nestas ditaduras militares, sendo agências como a CIA, presentes nos países e auxiliando no treinamento,  na obtenção de informações e nas operações. 



Operação Condor: Argentina pede extradição de ex-ditador peruano


Francisco Morales Bermúdez teria cometido crimes contra os direitos humanos
03/02/2012 - 16h32 | Luciana Taddeo | Buenos Aires

O juiz federal argentino Norberto Oyarbide ordenou, nesta quinta-feira (2/2), a captura internacional e extradição do ex-ditador peruano Francisco Morales Bermúdez, acusado de participar da Operação Condor e de comandar crimes de violação aos direitos humanos durante seu regime (1975-1980). Morales negou as acusações.

A ordem judicial também determina que Jorge Rafael Videla, primeiro presidente da ditadura militar argentina (1976-1983) e seu ministro de Interior, Albano Harguindeguy, sejam indagados. O processo julgado por Oyarbide resulta de acusações de privações ilegais de liberdade e tortura de um grupo de peruanos sindicalistas, dirigentes políticos, membros das Forças Armadas e um jornalista.

United Press Internacional
O ex-ditador peruano, à esquerda, em fotografia de 1979, ao lado do então ditador argentino Jorge Rafael Videla
De acordo com a investigação, em 1978, os 13 peruanos foram presos sem ordem judicial e levados ilegalmente em avião à Argentina, como parte da Operação Condor de colaboração entre as ditaduras da região nos anos 1970 e 1980.

Ricardo Napuri Schapiro, José Bravo, Justiniano Aspaza Ordoñez, Alfonso Baella Tuesta, Hugo Galdos, Humberto Larrain, Ricardo Díaz Chávez, Javier Canseco Cisneros, Genaro Inquieta, Ricardo Letts Colmenares, Valentín Pacho Quispe, José Arce Larco e Guillermo Faura Gay eram opositores ao regime de Bermúdez e foram acusados de “atividades subversivas”.

Torturadas inicialmente em uma base aérea de seu país de origem, os peruanos passaram por diferentes centros clandestinos de prisão na Argentina. A sentença de Oyarbide estima que o intuito dos militares era apresentá-los como refugiados políticos, para melhorar a imagem internacional da Argentina, que naquele ano sediava a Copa do Mundo. Ante a resistência a assinar um documento que atestava a versão, o grupo acabou expulso para outros países.

Videla e Harguindeguy, atualmente presos por outros crimes contra a humanidade durante os anos de chumbo argentinos, devem ser indagados nos dias 22 e 23 de fevereiro sobre o caso. A extradição de Morales Bermúdez, que será solicitada à justiça peruana com intermediação da cancelaria argentina, gerou repercussão no Peru.

Ao se interar o pedido de captura, o ex-ditador do regime militar do Peru negou ter participado da Operação Condor, afirmando que o caso se tratou da deportação à Argentina de um grupo de políticos peruanos que estavam alterando a ordem pública. “Querem enquadrar o Peru e o governo que presidi, à força, na Operação Condor, na qual o Peru nunca entrou”, disse, alegando que neste momento seu país se preparava para uma transição à democracia>

'Historieta'

O ex-senador peruano Ricardo Napurí acusa Morales de ter deportado a ele e a outros 12 opositores em 1978 à Argentina, onde teriam sido torturados. Morales, por sua vez, disse que "não acha" que houve tortura. "Francamente, essa versão é uma historieta que se diz por aí", alegou. Ele disse que acompanhará de Lima o desenrolar do processo judicial.

Sobre o caso denunciado, o militar reformado declarou que um alto comissário das Nações Unidas supervisionou o tratamento dado a esses políticos peruanos na Argentina e inclusive que o governo de Videla os considerou como exilados. Ele ainda justificou que os 13 políticos foram presos porque estariam impedindo a transição para a democracia.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Stephen Hawking, o físico que não deveria estar vivo!

Stephen Hawking é um caso único e enigmático. Aos 21 anos de idade foi diagnóstico com uma grave doença e os médicos deram a ele somete 3 anos de vida. Mas 50 anos depois ele continua vivo e trabalhando, apesar de quase todos os músculos de  seu corpo estarem atrofiados. Vale aqui a homenagem a este físico que proporcionou novas conhecimentos a ciência e tem uma produção bibliográfica significativa, como por exemplo "O universo numa casca de noz" que vale a pena ser lido. 
Confira abaixo, além de um breve texto, dois vídeos, sendo um deles uma saudação gravada pelo próprio Hawking.



Não tão breve história do tempo

Publicado em 31/01/2012

Museu de Ciência de Londres faz exposição para celebrar os 70 anos de Stephen Hawking, renomado físico que, há décadas, tem a vida desacreditada pela medicina.
Não tão breve história do tempo
Público observa foto de Stephen Hawking em seu escritório na Universidade de Cambridge, onde é diretor de pesquisa no Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica. (foto: divulgação / Museu de Ciência de Londres)
Para celebrar os 70 anos do físico britânico Stephen Hawking, o Museu de Ciência de Londres apresenta uma exposição com objetos pessoais e fotos inéditas da infância e juventude do cientista, que nasceu no dia 8 de janeiro de 1942. É um aniversário que ninguém, nem mesmo o próprio Hawking, imaginava presenciar.
Aos 21 anos de idade, ele foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que leva à perda dos movimentos dos músculos voluntários (que se contraem ou estendem por meio do comando da pessoa).
Segundo os médicos, o físico teria cerca de três anos de vida. Praticamente 50 anos depois, a sobrevida de Hawking é um caso único
Segundo os médicos, o físico teria cerca de três anos de vida. Praticamente 50 anos depois, a sobrevida de Hawking é um caso único (até hoje, apenas 5% das pessoas que têm a doença vivem mais de dez anos).
Durante esse período, a doença continuou a progredir, o que não o impediu de continuar trabalhando, tanto em pesquisa quanto na popularização da ciência. Hoje, com praticamente todos os músculos do corpo paralisados, ele usa uma cadeira de rodas para se locomover e se comunica por um sintetizador de voz controlado pelos músculos da bochecha.
A exposição em homenagem ao seu aniversário, inaugurada no dia 20 de janeiro no salão espacial do museu britânico, reúne objetos pessoais emprestados pelo próprio Hawking. É o caso da roupa usada no voo de gravidade zero que fez em 2007, o scriptcom anotações de sua participação nos Simpsons e alguns dos prêmios que ganhou ao longo da carreira, como o Príncipe de Astúrias, do governo espanhol, e os troféus Cosmos e Fonseca, por seu trabalho de popularização da ciência.

Assista abaixo a uma vídeo-reportagem exclusiva sobre a exposição

Há também rascunhos, alguns escritos à mão, dos seus primeiros trabalhos científicos – entre eles, um diagrama do mecanismo da radiação Hawking, energia que, segundo o cientista, seria gerada por buracos negros.
Ainda podem ser vistos um retrato do cientista feito pelo artista inglês David Hockney em 1978 e diversas edições internacionais do best-seller Uma Breve História do Tempo, que desde o lançamento, em 1988, já vendeu mais de dez milhões de cópias. A exibição também inclui retratos recentes do cientista em seu escritório em Cambridge, feitos especialmente para o museu.
Hawking gravou uma mensagem exclusivamente para a exposição. A saudação está sendo apresentada no local em um vídeo que mostra fotos inéditas de sua infância e juventude, assim como imagens de família, obtidas diretamente do arquivo pessoal do cientista.
“Essa é uma visão pessoal de Stephen Hawking que muitas pessoas não tinham visto antes”, disse Alison Boyle, curadora de astronomia do museu e responsável pela exposição. “Para nós, que trabalhamos no museu, a oportunidade de vasculhar o acervo pessoal de Stephen Hawking, há alguns meses, foi como um presente de Natal antecipado”, completou.

Saudação

O vídeo com a mensagem de Hawking está disponível na página do museu. Abaixo, assista à gravação e leia a tradução para o português da saudação do cientista:


“Olá. Meu nome é Stephen Hawking. Estou muito feliz de apresentar a exposição dos meus objetos pessoais no Museu de Ciência. O Museu é um dos meus lugares favoritos, e faz um excelente trabalho de apresentar aos jovens como as descobertas científicas podem ser fantásticas e excitantes. Essa exposição comemora o meu 70º aniversário, uma boa ocasião para avaliar a minha carreira como físico.

“Tem sido uma época gloriosa para se estar vivo e fazer pesquisa em física teórica. Nossa imagem do universo mudou bastante nos últimos 70 anos, e fico feliz de talvez ter feito uma pequena contribuição. Quero compartilhar minha inspiração e meu entusiasmo. Não existe nada como o momento ‘Eureka’ de descobrir uma coisa que ninguém sabia antes.

“O mundo mudou muito nos últimos 70 anos. A ciência e a tecnologia tiveram um impacto profundo na maneira como vivemos. E vão continuar tendo.

“Existem grandes desafios diante da raça humana e espero que os jovens de hoje saibam usar a ciência e a tecnologia para solucionar esses desafios.” 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Lei de Murphy: made in Brazil!!!

Procurando sempre se acha alguma coisa e neste caso, encontrei esta informação que compartilho mais por curiosidade sobre a origem das Leis de Murphy, que em muitas situações acabamos nos encaixando. E lembre-se: "Você sempre encontra aquilo que não está procurando."

O pai da Lei de Murphy

Saiba como o engenheiro espacial norte-americano Edward Murphy, com a ajuda de um coronel baiano, inspirou a 'lei' tão invocada pelos mais pessimistas (ou mais realistas)

30/1/2012

Murphy arretado
Invocamos a “Lei de Murphy” quando queremos dizer que o erro venceu todas as outras probabilidades. O que nem todos sabem é que seu pai, o engenheiro espacial norte-americano Edward Murphy, estava, na verdade, respondendo a um questionamento do médico e coronel da Força Aérea americana John Paul Sapp, nascido, vejam só, na Bahia. O militar era um estudioso dos efeitos da aceleração sobre o corpo humano, e a tal “lei” nasceu por conta de uma das suas experiências, em 1949. Naquela ocasião, Stapp bateu o recorde mundial de aceleração – mas não pôde registrar o fato. Os instrumentos de medição de velocidade do veículo não funcionaram. Após uma investigação a pedido do coronel, Murphy concluiu que um técnico ligou os instrumentos ao contrário. E anotou: “Se há mais de uma forma de fazer um trabalho e uma dessas formas redundará em desastre, então alguém fará o trabalho dessa forma”. Stapp, brincalhão e colecionador de frases de efeito, fez a declaração para a imprensa: “Se alguma coisa pode dar errado, dará”. E nascia assim, da boca de um soteropolitano nato, a Lei de Murphy.

Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/almanaque/almanaque-janeiro-2012-1

Alguns exemplos das Lei de Murphy: 

1. Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.

2. Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.

3. Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

4. Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.

5. Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.

6. Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada.

7. Seja qual for o resultado, haverá sempre alguém para: a) interpretá-lo mal. b) falsificá-lo. c) dizer que já o tinha previsto em seu último relatório.

8. Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora.

9. Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.

10. Toda vez que se menciona alguma coisa: se é bom, acaba; se é ruim, acontece.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vídeo games mais estranhos!

Listas são sempre coisas complicadas de se fazer, mas esta seleção dos jogos de video game mais estranhos de todos os tempos considerei muito interessante, em especial pelos vídeos. Vale a pena dar uma olhada e se você tiver alguma sugestão estaremos inserindo sua escolha aqui no blog. 


Os jogos de video game mais estranhos de todos os tempos

by Ryan Smith, 26/01/2012  
Catherine

Na maioria das vezes, os jogadores sabem no que estão se metendo quando compram um jogo - normalmente é alguma variação dos seguintes temas: tiroteios, enigmas ou esportes - mas há momentos em jogos estranhos como "Catherine" são lançados no mercado e fazem um sucesso surpreendente.
 Em Atlus, uma nova aventura erótica ou de suspense – dependendo do ponto de vitsa -, você controla um cara aparentemente normal, chamado Vincent, e deve desenvolver seu relacionamento em um triângulo amoroso com duas moças e fazê-lo escapar de sonhos bizarros, que muitas vezes envolvem coisas aleatórias, como bebês e motoserras. No minímo estranho, não?!
Mas antes da coroar o jogo "Catherine" com o título de game mais estranho do mundo, fizemos uma lista de alguns video games mais nada a ver, bizarros ou simplesmente loucos de todos os tempos.

Revolution X (1994)

Arcade, SNES, Saga Gêneses e Saturno, PlayStation
Para o bem ou para o mal, o Aerosmith limparam suas fichas, mudaram a imagem da banda e durante os anos 90 se tornaram tema de um parque de diversão – além disso, escreveram baladas e trilhas sonoras para o filmes cafonas, gravaram vídeos estrelados por Alicia Silverstone quando ela ainda era adolescente, e não esqueçamos, Steven Tyler e a tripulação também estrelaram um jogo de tiro chamado "Revolution X", da Midway, e  em seguida se tornaram os protagonistas do popular "T2:. The Arcade Game"
O enredo do "Revolution X" soava como algo escrito por alguém de 14 anos de idade, sob forte  efeito de excesso de cafeína. No game, você duela com um governo corrupto e corporativo, que é liderado pelo Chefe Mistress Helga. Seu exército, o New Order Nation , declarou guerra à cultura jovem e proibiu todas as formas de música, televisão, revistas e jogos de vídeo e rematei-o como pelo sequestro dos membros do Aerosmith, durante um de seus concertos. Aí começa a confusão...
O jogo contou com uma arma periférica, mas não dispara balas propriamente ditas. Em vez disso, você corre pela floresta amazônica e suas armas são, literalmente, CDs e laserdiscs. Com esses instrumentos, você precisa combater bandidos enquanto tenta resgatar seus reféns, a maioria do sexo feminino e semi-nuas e, eventualmente, algum integrante do Aerosmith. Felizmente, o jogo não causou nenhuma seqüela na banda e caiu no esquecimento (pelo menos para as pessoas com bom gosto para games).

Seaman (1999)

Saga Dreamcast
Você sempre sonhou em ter um peixe de estimação com um rosto assustadoramente humano? O então, um bichinho que gostava de insultá-lo com brincadeiras sarcásticas ou informá-lo sobre quais celebridades fazem aniversário no mesmo dia que você? No Sega, tudo isso era possível. Podemos dizer que o Sega era menos parecido com um jogo e que estava mais para um simulador de pet virtual.
O jogo começa com um ovo, que logo é chocada e várias criaturas, como as citadas acima, são geradas. Dentro de um curto período de tempo, o pseudo-peixe começa a usar o "goo-goo-gaga", como se fosse um bebê e isso acaba o levando à de um vocabulário extenso e completo. Os jogadores precisam conectar um microfone de “marinheiro” ao jogo, para poderem se comunicar com seu pet,  porque a maior parte do jogo é uma conversa entre você e seu animal de estimação fishmen. E não apenas qualquer tipo de conversa, mas sim coisas profundas...
Os marinheiros podem discutir com seus bichinhos questões como religião, normas sociais ou política. E se você tentar provoca-los, eles respondem de forma meio atravessada. Jogar "Seaman" era tão legal quanto sair com o seu irmão mais velho sabe-tudo.

Super Mario Bros. (1985)

NES
Considerado um dos jogos de vídeo game mais icônicos de todos os tempos, você pode se surpreender ao ver Super Mario Brothers nesta lista. Mas só porque o mundo aceitou as peculiaridades do universo Mario, não significa que ele seja normal ou racional.
Se você pensar, a idéia de dois italianos encanadores e bigodudos derrotando o vilão réptil cuspidor de fogo na terra do Reino do Cogumelo é muito estranha. Se você não conhecesse e gostasse de Mario, com certeza acreditaria que o game foi feito depois que a Nintendo ingeriu alguns cogumelos muito potentes.

Katamari Damacy (2004)

PS2
O estranho “Katamari Damacy” tornou-se um hit entre os jogos de Playstation 2 em 2004. Quando praticamente não existiam jogos no estilo mangá, este game foi inovador. Porém, o enredo do jogo é desconexo e, no minímo, louco.
Os gráficos e cartoons super brilhantes e a música agradável disfarçaram o fato de que o jogo em si era horrível. Assim como seu personagem, um garoto do espaço, chamado The Prince o jogo era bizarro. Em outras palavras, The Prince não era um herói, pelo contrário ele foi o mais bonito destruidor do mundo de todos os tempos.